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AULA DE ESPANHOL COM A MADONNA.
Acho que falaram pra ela que se fala espanhol no Brasil e ela tá tendo umas aulinhas com o Jesus. Olha que bizarro:
yo te quiero - I love you
(errou na intensidade)
mucho gusto - I'm welcome to you
(hein? não foi nem ao pé da letra, simplesmente viajou na maionese)
cállate - close your mouth
(tem traduções melhores, mas blz, esse passa)
besame - give me love
(claro, amor e beijo é tudo a mesma coisa)
dígame - tell me baby
(as empresas atendem o telefone assim, de onde ela tirou esse "baby"?)
yo soy loco - you drive me crazy
(se você estiver num manicômio, pode até ser...)
entiendo - I get it
(até que enfim, uma dentro)
siempre - I won't forget it
(e "ya" significa "what the fuck is going on")
MUITA CANSEIRA DEPOIS...
...consegui postar nessa desgraça. Já tinha até criado outro blog. Aqui vai um post que tinha deixado lá no começo do ano:
A SEMANA EM ANEDOTAS
Ok, não sei bem por que insisto em ter um blog. Assim como nunca soube ao certo por que já comecei qualquer coisa até hoje. Talvez a grande necessidade humana de desabafar. Talvez mais uma das fases workaholic. Talvez porque digitar seja mais fácil que falar, e se eu chorar, só tem o monitor pra testemunhar. Talvez seja a porra da Regina Spektor gritando no meu ouvido, lembrando o grande pedaço de cocô que é o mundo. Talvez eu esteja sensível e triste. Talvez o blogger tenha fudido o meu blog anterior. Mas é inauguração, a ocasião é festiva. Então pra deixar todo mundo (???) alegre, que tal começar com anedotas da rotina?
***
DOMINGO
-Você é estudante universitário?
-É, sou. Por que, tenho cara de nerd?
-Pra dizer a verdade, tem sim.
-Que ótimo…
-Não, mas você beija bem.
-Não correge que pioreia.
-Tá bom, estuda o que?
-Letras.
-Rá! Tá vendo? Letras! Nerd!
-E você estudou o que?
-Antropologia…
-Quem é o nerd?
-Quantos anos você tem? 18?
-24. Não força.
-Parece que tem 16.
-É que eu fiz a barba. E você?
-33. Tô até com vergonha.
-Relaxa, minha média é 35 a 40.
-40??? Seus últimos relacionamentos eram nessa faixa?
-Não sei se posso chamar de “relacionamentos”…
-Mas você tem cara de quem gosta de namorar sério.
-Não necessariamente…
-Qual é o seu signo?
-Câncer.
-…
-Tá, tá bom. Eu gosto de namorar sério. Mas acho que tecnicamente nunca namorei.
-Como assim?
-3 meses conta?
-Menos de 1 ano não conta! Mas o que acontece? Por que não funciona?
-Não sei, eu devo ser muito enjoativo.
-Ah, não se culpe. A culpa é sempre das duas partes.
-Mas sou eu que sempre levo o pé na bunda.
-Por quê?
-Não sei. No começo eu impressiono. Caham, caham… Mas acho que as pessoas esperam grandes demonstrações de ciúmes, afetividade, brigas… E de mim só conseguem a calma perene e o gostar ameno, sem frescuras.
-Acho que é porque você ainda não achou a pessoa certa.
-Na minha idade por acaso você ainda ficava encanando por causa de pessoa certa?
-Bem… não. Na sua idade eu namorava há 3 anos.
-Tá vendo?… Tá apertando minhas gordurinhas de novo? Gostou mesmo delas, hein?
-Adoro! Eu também tenho.
-É, eu vi. Mas bem menos que eu.
-A gente que dá aula não tem tempo de ficar se matando em academia que nem essa galerinha.
-Eu que o diga…
-Ops, 5 horas. O dia tá amanhecendo. Tenho que ir.
-Vou te ligar, hein?
-Tá, só não fica lembrando a forma baixa com que nos conhecemos…
SEGUNDA
“Sal de fruta… sal de fruta… sal de fruta… pelamordedeus… saldefruta…”
TERÇA
“…realizou a operação lógica adequadamente, mas não a operação pragmática, pois violou o que Grice chama a máxima da quantidade (o falante sempre deve dar a informação mais forte de que dispõe)”
-Que ótimo! Por isso tirei 7,5 na prova! Eu sou o Chico Bento!
QUARTA
-Me ajuda aqui com Linguística?
-Depois.
-Me ajuda aqui com Linguística?
-Perae, já vou.
-Me ajuda aqui com Linguística?
-Caramba, você já é o terceiro. Entra na fila.
-Me ajuda aqui com Linguística?
-PORRAAAA! Deixa eu falar com a minha irmã???!!! Hoje tá foda… E aí, quanto você tirou na prova de linguística?
-9. E você?
-7,5…
QUINTA
-Tô te falando, abre o olho.
-Do que você tá falando??
-Tinha alguém te paquerando descaradamente, só você não viu!
-Que que eu posso fazer se eu fico bem de vermelho? “Ah, se você soubesse…”
SEXTA
-Ok, Chang, repete comigo. Boi.
-Poi.
-Carneiro.
-Canelo.
-Cachorro.
-Cacholo.
-Gato.
-Cato.
-Cavalo.
-Caualo.
-Coelho.
-Coelo.
-Cobra.
-Cobla.
-Tartaruga.
-Tataluga.
-Muito bem, Chang. Agora me diz. Você já teve algum desses animais de estimação?
-Eu já tinha animal de estimação. Mas não era esse.
-Nenhum desses?
-Nenhum desses.
-E qual era?
-Bichinho.
-Que bichinho?
-Bichinho.
-Tem muitos bichinhos, Chang. Que cor era o bichinho?
-Não sei.
-Como não sabe? Era marrom, verde? Parece o quê?
-Cor difícil. Não sei como fala.
-Procura no dicionário então.
-Não sei como fala em chinês também.
-Aí fica difícil. Bom, deixa pra lá. Quais desses animais a gente come?
-Come?…
-É.
-…
-Então, quais a gente come? Quais a gente costuma comer?
-…Todos!
-É… Na China, vocês comem todos?
-Isso. Na China, come todos.
-Você já comeu todos esses?
-Não comi tataluga.
-Por quê?
-Porque lá tataluga vende em restaulante muito calo. Aqui também é calo?
-Não, aqui não tem.
-Não tem?
-Aqui no Brasil, a gente geralmente não come tartaruga.
-Aaahhh…
-Pra falar a verdade, desses aqui a gente geralmente só come boi e carneiro. Coelho pouquíssimas pessoas comem.
-Os otlos não???
-Não.
-Nem cavalo????!!!
Mario
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: PENTELHAR OS FUMANTES NÃO OS AJUDA EM NADA
Se eu te disser que seu vestido é horrível, que sua casa não presta, seu artista favorito é um bosta, seus hobbies são infantis, seu namorado é viado, sua mãe dá pra vizinhança inteira, a comida que você faz fede, que andar de bicicleta está fora de moda ou que sua religião é a mais imbecil que existe no mundo, isso vai fazer você mudar sua vida, seus hábitos, suas relações, seus gostos, suas escolhas? Não. Isso só vai te incomodar. E provavelmente você não vai me ver com os mesmos olhos. Pois é, com o cigarro é a mesma coisa. Dizer a um fumante que ele deve parar de fumar é o mesmo que dizer a um padre que deixe de ser católico (posso enumerar mais motivos pra deixar de ser católico que pra parar de fumar, acreditem!). Sendo direto e egoísta: quem decide o que, quando, onde e por que fazer ou deixar de fazer algo na minha vida sou eu. Ponto. Pessoas que nunca fumaram na vida perguntam que graça tem jogar fumaça no pulmão e soltar. Queridos leigos, fumar dá prazer. Só é possível entender como é gostoso fumar depois que você vai a uma churrascaria rodízio, se entope de picanha, e quando o botão da calça está prestes a explodir, você acende um cigarro e dá o primeiro trago. A sensação é indescritível. Eu diria que é um relaxamento comparável a mijar depois de horas segurando. Ninguém fala dos prós do cigarro, é como se eles não existissem e quem fuma é um suicida retardado. Fumar relaxa, acelera o metabolismo (o que te ajuda a não ganhar peso) e é o melhor anticongestionante nasal que eu conheço. Fora que pra mim, é uma ótima forma de me hidratar. Quando eu apago o cigarro, a primeira sensação que tenho é muita sede. Se eu fico muito tempo sem fumar, acabo não bebendo água. Tá, é uma lógica meio estúpida, mas é um toc que funciona comigo. Não preciso ficar me policiando pra beber água, a sede aparece naturalmente. Então é isso, eu fumo porque gosto. Se é uma droga legalizada, queria saber por que somos tratados como doentes ou criminosos por gostar de fumar! Depois, tem o vício. Fumantes não são idiotas desprovidos de informação. Eu sei das 4700 substâncias tóxicas, dos cânceres, enfisemas e males que tais. Sei da dependência que a nicotina causa. Sei de tudo. E me pergunto: e daí? Neste momento você fica horrorizado(a). Mas pare pra pensar na SUA vida e nas SUAS escolhas. Faça o exame de consciência, respondendo as perguntas a seguir:
1. Quantas vezes ao ano você vai ao médico?
2. Com que freqüência você faz exercícios físicos?
3. Com que freqüência e em que quantidade você ingere açúcar, sal, frituras e alimentos ricos em gordura saturada e trans, embutidos (mortadela, salsicha, etc...) e processados (hambúrguer, nuggets, etc...)?
4. Com que freqüência e em que quantidade você ingere álcool e faz uso de outros tipos de drogas?
5. Você já tomou remédio sem prescrição médica?
6. Você sempre atravessa a rua na faixa de pedestres, quando o farol está vermelho para os carros?
7. Você respeita as leis de trânsito, inclusive limite de velocidade, parar no semáforo vermelho, não fazer manobras de risco, etc, etc?
8. Você nunca bebeu antes de dirigir?
9. Você já andou pelas ruas de madrugada?
10. Você já praticou algum esporte radical, como paraquedismo, rafting ou até mesmo kart?
11. Você já fez sexo sem camisinha?
12. Você sempre lava as mãos antes de comer?
13. No mar, você já foi mais fundo do que o recomendado?
14. Você já soltou ou correu atrás de pipa ou balão, em áreas urbanas (ou seja, cheias de fios elétricos)?
15. Você já usou a internet, falou ao telefone, ficou embaixo de uma árvore ou apoiado numa janela durante uma tempestade com raios?
16. A fiação elétrica da sua casa está completamente regular, inclusive com o fio-terra devidamente instalado?
17. Você já cutucou machucados ou estourou bolhas no seu corpo?
18. Você olha o prazo de validade de tudo o que come e de todos os medicamentos que toma?
19. Você visita a cozinha dos estabelecimentos onde você faz refeições?
20. Você segura no corrimão ao subir e descer escadas?
21. Você tem um pitbull em casa?
22. Você tem horários regulares para se alimentar, se exercitar, dormir, trabalhar e se divertir?
23. Você tem algum benjamim em alguma tomada da sua casa?
24. Com que freqüência você troca a mangueira do botijão de gás?
25. Com que freqüência você faz revisões no seu carro, verificando freios principalmente?
26. Você já comeu maionese caseira ou algo que contenha ovo cru? Camarão ou palmito cuja procedência você desconhece?
Olha, se você só tem respostas salubres a essas perguntas, meus parabéns! Você é santo e tem o direito de criticar o meu cigarro. Se não, cai na real! Tem coisa com muito mais riscos fatais que fumar. É óbvio que se você atravessar a rua fora da faixa de pedestres não significa necessariamente que você vai morrer por causa disso. Mas garanto que a probabilidade é maior que a de fumar. E é isso que nunca fica claro quando os anti-tabagistas falam na tv, nos comerciais ou até nas caixinhas de cigarro. Fumar não significa que você VAI ter aquelas doenças todas e vai morrer por causa delas. Significa que seus riscos de adquirí-las aumenta. Ou seja, você pode ter impotência sexual ou câncer de pulmão, fumando ou não. E pode não ter, fumando ou não. Só que fumando é mais provável. Da mesma forma, você pode ser atropelado e morrer, atravessando na faixa de pedestres ou não. E pode não ser atropelado, atravessando na faixa ou não. Mas não atravessando a probabilidade é maior. O que não impede que a grande maioria das pessoas atravessem fora da faixa!! Ora, o risco há, mas eu não quero me privar da vantagem de não ter que andar 100m. E aceito o risco. Da mesma forma, eu não quero me privar do prazer de fumar. E aceito o risco. Ninguém olha pra um cara descendo uma escada correndo, sem segurar no corrimão, como se ele fosse um suicida. Gostaria que também não me olhassem assim, por ser fumante. Quanto às outras desvantagens, como cheiro, gosto e fumaça, ninguém é obrigado a ficar do meu lado. E se o cara solta a fumaça na sua cara, é a mesma coisa que se ele espirrasse na sua cara. O problema não está no espirro, mas na educação dele. Assim como o problema não está no cigarro, mas na educação de cada um. Então usem as suas drogas que eu uso as minhas. E chega de me pentelhar, sociedade!!!
p.s.: tem quiz novo lá em cima, é só clicar (se é que alguém ainda visita esta merda)
COMPRANDO PASMADO E VENDENDO BOCA ABERTA
Eu ia relatar minha primeira ida a um templo de umbanda (terreiro de macumba pros leigos) de forma poética e descritiva, à la Machado de Assis. Mas o Allex, jornalista, que já trabalhou com Alvaro Garneiro ("Esse ainda não é o meu blog") e tem vergonha disso; fã e amigo de infância da Rosana (lembra dela? "como uma deusaaaaaaaa...."); com sua curiosidade latente e perguntas apropriadas, não intencionalmente facilitou meu trabalho pelo msn. O resultado foi tipo uma entrevista daquelas páginas amarelas da Veja. Acompanhem:
Allex: Conte-me tudo, não esconda nada.
Mario: Tive 3 sensações básicas: 1. Que estava numa missa católica; 2. Que estava no teatro; 3. Que estava na fila do Inamps.
A: Por que uma missa católica? Havia algum guia conversando com o povo? Tipo uma pregação / sermão ou algo assim?
M: Não, a forma como o "público não iniciado" interagia era igual às beatas da igreja antes da missa. Os papeizinhos colados na parede, os banquinhos apertados, o senta-levanta dos ritos, as orações, tudo lembrava a igreja católica.
A: E por que num teatro? Você pescou artificialidade nos "incorporados"? Você achou que os santos eram um truque?
M: Não necessariamente. Não é que fosse "um truque". Na verdade tem dois aspectos: o primeiro é que a coisa toda dos cantos, batuques e incorporações, me lembrava muito espetáculos de danças teatrais "de raiz", sabe do que eu estou falando?
A: Sei, óbvio... Mas por isso vc já esperava, vai?
M: Não, eu não fui com "preconceitos", como vc disse. [NO DIA ANTERIOR ELE HAVIA ME DITO QUE EU ESTAVA INDO COM PRECONCEITOS POIS NÃO PENSAVA NA POSSIBILIDADE DE UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL INTERESSANTE]. Fui completamente aberto, pra analisar friamente cada detalhe, sem influências externas. Então, não estava "esperando" nada. Só acompanhando.
A: E o segundo aspecto?
M: O outro aspecto é que os "oguns, exus, caboclos" ou sei-lá-o-que eram sincronizados e padronizados demais pra serem reais. Não que eu seja expert em coisas extra-físicas, mas parto do princípio de que se realmente fossem "espíritos" ou coisa que o valha, as "manifestações" seriam aleatórias e variadas.
A: Mas eles justificam isso, alegando que tem uma ordem pré-determinada por um guia espiritual, que organiza tudo...
M: Bom, pra mim essa justificativa não faz o menor sentido. Agora, não acho que seja truque ou fingimento ou charlatanice.
A: Você acha que seja um estado de psiquê em que as pessoas acreditam realmente que estão fazendo aquilo?
M: Sim, pra mim é tudo auto-sugestão. Deu pra ver que eles realmente acreditavam naquilo. Não me pergunte por quê, mas uma pessoa que não tem fé, a reconhece a quilômetros de distância.
A: Entendi. Ou seja, não lhe acrescentou nada.
M: Claro que me acrescentou! Como experiência, cultura, conhecimento de mundo... Que era justamente o que eu esperava. Não passou pela minha cabeça que fosse acreditar em nada ou até mesmo incorporar um caboclo.
A: E quando você se refere ao Inamps, quer dizer a hora de tomar os passes?
M: Sim, quando terminou, parecia mesmo a fila do Inamps. Havia pessoas de branco com pranchetas nas mãos chamando nomes; pessoas, umas mais doentes que as outras (tinha até um senhor paraplégico, quase vegetativo) esperando, esperando, esperando... E uma demora angustiante. Quem esperava, mesclava entre reclamar da demora e do atendimento, e ir e voltar do bebedouro compulsivamente. Totalmente Inamps!
A: Quanto tempo isso levou? E por que você estava esperando?
M: Levou uns 40 minutos, foi porque minhas amigas iam tomar o passe e uma delas estava passando mal (espiritualmente falando).
A: O que mais te chamou a atenção?
M: Dois detalhes me chamaram muito a atenção: Em uma parede, um balancete bem rústico, numa folha de caderno, feito a bic, constava: Entradas: 3.000 e poucos reais; Saídas: 4.000 e poucos reais... E bem grande o déficit de 700 e poucos reais. Em outra parede, um diploma. Não deu pra ver do que era.
A: Ou seja, tem uma grana rolando ali...
M: Pelo contrário! Eles não conseguem pagar as próprias despesas. O que achei interessante foi a forma de constranger os "não contribuintes", colocando bem grande os -700.
A: Tipo, igreja evangélica arrecadando...
M: Não, nada a ver com igreja evangélica. Até porque ao lado do diploma tinha um cartaz enorme falando: "Não cobramos nada pelos trabalhos, mas temos despesas, portanto agradecemos colaborações". E falando em constrangimento, houve um momento bastante divertido. Antes da "gira" começar, a "madrinha" do "templo" (esses termos me matam), deu um esporro nos "guias" em alto e bom tom, dizendo que eles eram muito porcos... Falou que o vestiário masculino estava uma carniça, que ela ia ter que derrubar e construir de novo... Que tinha um monte de tênis fedendo jogado por aí e que se não aparecesse dono ela ia jogar no lixo... Mandou inclusive que eles tomassem banho antes de ir pra lá. Que gente fedida no templo ninguém merecia. Ficou uns 10 minutos com isso, antes de abrirem as cortinas (mais uma referência teatral... cortinas...).
A: Affe! Que nojo... Que mais?
M: Fora isso, algo que me surpreendeu foi o fato de eu, fumante inveterado, ter ficado incomodado com a fumaceira de charuto, de tão forte que era.
A: Eles fumam mesmo... E bebem, né?
M: Não bebiam porque não era "gira de esquerda". O homenageado da noite era Oxossi.
A: Você voltou expert em santos e orixás...
M: Ora, a idéia era essa! Se eu ainda estivesse na faculdade, teria feito um relatório de atividade complementar. É inevitável, toda experiência nova é "fichada" em detalhes no meu cérebro... Não consigo deixar de ser frio e analisar "cientificamente" as coisas... E as pessoas, por extensão. A vida pra mim é uma grande tese de mestrado...
A: Maravilha! É assim que os inteligentes fazem! Sua leitura das coisas é sempre uma delícia!
M: Obrigado! Esteja sempre às ordens! [MENTIRA, EU NÃO DISSE ISSO! HAHAHAHA]
DA SÉRIE "METAS E OBJETIVOS": QUESTÃO DISSERTATIVA DE MATEMÁTICA
Dos alunos que se inscreveram para o vestibular de jornalismo na USP em 2007,
75.7% preferiu o período matutino
27.8% preferiu o período noturno
Logo, a concorrência no período noturno é menor... será?
100% dos aprovados no período matutino tinham-no como primeira opção
30% dos aprovados no período noturno tinham-no como primeira opção
70% dos aprovados no período noturno tinham-no como segunda opção
Logo, dos 1865 candidatos que se inscreveram para o matutino, 30 passaram no matutino e 21 passaram no noturno, totalizando 51.
Dos 673 candidatos que se inscreveram para o noturno, 9 passaram.
Pensando no preenchimento das vagas, chego a este número:
3% do matutino passou
1,5% do noturno passou
E algumas dúvidas:
1. Estatisticamente é mais difícil passar no matutino ou no noturno?
2. Os alunos que se inscrevem para o matutino são muito conformados ou os alunos que se inscrevem para o noturno é que são muito burros?
3. Quesitos como morte do candidato nos dias das provas ou matrícula, desistência para ir morar em Budapeste repentinamente ou chegar à conclusão de que jornalismo é charlatanice no meio da segunda fase são consideráveis no cálculo?
4. É tudo relativo, o importante é ter o nome na lista no final (não importando qual lista, obviamente)?
5. Dá tempo de estudar suficientemente física, química e biologia do básico ao requerido até a data da prova? Se sim, onde eu vou morar?
AVALANCHE
Certo dia estava eu fuçando a internet, em busca de alguma distração. Pula pra cá, pula pra lá, começo a ver informações sobre espíritos. O titio aqui sempre foi cético. Mas um cético meio fajuto, auto-entitulado agnóstico, do tipo "yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay". Não sei por que, mas o que vi me impressionou. Fiquei uma semana vendo e ouvindo coisas, com dificuldade pra dormir. Enquanto isso o governo colombiano preparava um plano cinematográfico pra resgatar a Ingrid Betancourt e outros coitados das mãos das FARC. Na China, todos "preocupados" com a nuvem de fumaça sobre Pequim, às vésperas de uma das olimpíadas mais polêmicas e controversas já existentes. Angela Merkel, severa e conservadora como sempre, tentava explicar o desastre que a crise alimentar tornar-se-á. Natalie Imbruglia afirmava veementemente que, ao contrário do que diziam os jornais britânicos, está solteiríssima e imersa em seu novo álbum, citando uma frase de Mark Twain, "A mentira pode dar a volta em meio mundo enquanto a verdade calça seus sapatos." Até agora, sem novidades sobre Imbruglia. Merkel acaba de se reunir com o G8 e o G5, e todos só faltam dar-se as mãos, de tão amiguinhos. A solução encontrada pra poluição na China foi simplesmente suspender a emissão de gases veiculares, industriais e que tais, compulsoriamente, através da redução drástica de sua utilização. A operação colombiana foi um sucesso, Betancourt ainda não se acostumou com sua bizarramente enorme fama mundial e eu ganhei um novo amor platônico, seu filho Lorenzo. As almas penadas tiraram férias da minha casa, não ouço mais ruídos e tenho dormido como uma pedra. Agora, os fantasmas são outros: o presente, o passado, e principalmente, o futuro.
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UM GATO PRETO CHAMADO VALENTINO
Engraçado como a gente só dá valor às coisas depois que a gente perde. Engraçado como a gente descobre que não era o que a gente queria, quando a gente consegue aquilo que tanto desejou. Engraçado como a gente usa a palavra "engraçado" pra coisas que não são nada engraçadas. Engraçado como a gente usa a expressão "a gente" quando na verdade quer dizer "eu". Na última quinta-feira, uma aluna vip, que estava sumida há tempos, ressuscitou, entrou em prantos e usou uma aula inteira pra desabafar. Seu patrão havia dito que teria de demití-la por que sua falta de fluência no inglês o atrapalhava. Ela queria saber como eu havia chegado à fluência e o que devia fazer para apressar o processo, pois precisava estudar, mas a água já estava batendo na bunda, como diz o outro. Ora, dizer, dizer mesmo, eu não disse quase nada. Só falei que facilitaria a vida se ela trocasse as palavras "preciso estudar" por "quero aprender"; ajudaria se ela efetivamente freqüentasse as aulas e fizesse o dever de casa; e que trocasse a uma hora reservada aos sábados para estudar inglês - e sempre protelada por ela - por cinco minutos diários religiosos, antes de dormir. O resto do tempo, só ouvi. E ouvi. E ouvi. Fiz algumas perguntas bestas que ela jamais faria a si mesma, como procedem os psicoterapeutas junguianos, e nada mais. Meu maior conselho era no fundo apenas uma questão básica de semântica, assim como as primeiras frases deste post. A aluna saiu sorridente, confiante e agradecida pela "aula" de vivência que eu lhe havia proporcionado. O difícil foi saber o que anotar no diário. "Atividade extra - terapia"? E esse foi o ápice do meu "dia dos namorados". Cerveja e sexo não fazem mais o mesmo efeito que antigamente. Sexta-feira, passei embaixo da escada e fui me divertir ao lado do inferno. Dinheiro injusto, mas bem gasto. De resto, risadas e os bons e velhos trocadilhos. Lá vem a semântica de novo. Tô de saco cheio da semântica. Virei do avesso hoje, e quis ser curto e grosso. Mas sou covarde demais pra isso. Problemas são como leões: é tão mais fácil alimentá-los que matá-los! Por isso estou fechado pra balanço. Talvez deva trocar a ração deles. Eu sei, leões não comem ração, comem coisas vivas. É que talvez não tenha mais nada vivo pra oferecer-lhes. Mas ó, tô amadurecendo. Cada vez mais, acho que sei menos. E alguém por aí disse que isso era bom. Mas isso também é só uma questão de semântica.
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VAI GEL OU CERA?
Oito da manhã. O celular toca e eu arremesso-o longe. Faço alguma firula e levanto. Ponho algum trapo por sobre os ombros, entupo um caneco de café e muito açúcar. Subo até a laje (carinhosamente apelidada de "lounge", por tratar-se de meu "chill-out room"), acendo o primeiro cigarro matinal e olho pro céu, meio azul, meio cinza. Apago bituca e meia, viro a última golada do café, dou uma última olhada pro céu e desço. Sem tomar Activia, o intestino funciona como um relógio, como diz o outro. Entre grunhidos defecados e pensamentos filosóficos sobre a vida, gasto uns vinte minutos. Espremo: as espinhas da testa, do resto do rosto, os pêlos encravados da barba, os cravos das costas, nessa ordem. Ligo o chuveiro e canto as mesmas 12 músicas de sempre (sim, meus banhos são longos, ecologistas, me processem!), enquanto ensabôo cabeça, tronco e membros, nessa ordem, deixando o cabelo pro final. Desligo o chuveiro e enxugo cabeça, tronco e membros, nessa ordem, deixando o cabelo molhado e pingando. Cotonetadas nos ouvidos até tossir (otorrinolaringologistas, morram de agonia!). Vou pro quarto, onde termino de me secar, de cantar e de tossir. Visto cueca, camisa, calça, meia e botas, nessa ordem. Volto ao banheiro, onde escovo os dentes e dou um tapa no topete. Corro até a sala, checo superficialmente as coisas que tenho que levar e saio. Entro no ônibus e descubro que esqueci alguma coisa, mas não sei o quê. Ignoro e começo a corrigir lições-de-casa. Duas horas e três conduções mais tarde, chego ao trabalho. Trabalho, fumo, trabalho, fumo, trabalho, fumo. Quinze minutos pra ir à padaria e comer a mesma torta de palmito rançosa de sempre, tomar a mesma coca-cola de sempre, ouvir a mesma piada de sempre da atendente e me irritar costumeiramente com a bosta do cartão com chip que nunca funciona da(s) primeira(s) vez(es). Trabalho, fumo, trabalho, fumo, trabalho, fumo. E lá se passaram nove ou dez horas. Uma hora de ônibus até o ponto de táxi do meu irmão. Apesar de avisar sempre com antecedência que estou indo, ele nunca está lá quando chego. Espero, fumo, canto, espero, fumo, canto. Ele chega, eu entro no carro. Eu falo mal do meu trabalho, ele fala mal do dele, aí falamos mal, cada um, do do outro. Atualizamos as fofocas, as notícias nacionais e internacionais, contamos uma ou outra piada sem graça e eu ligo o rádio. Chegando em casa, janto e perco um tempo lendo ou assistindo qualquer porcaria, sem prestar atenção alguma. Tiro botas, meias, calça e camisa, nessa ordem. Programo o celular pra tocar às oito e desabo na cama. Oito da manhã. O celular toca e eu arremesso-o longe. Faço alguma firula e levanto. Ponho algum trapo por sobre os ombros, entupo um caneco de café e muito açúcar... Será que isso pode ser chamado de rotina? O que diriam os especialistas? Que eu sou workaholic? Bom, tirando o relato acima, que se repete diariamente, faço sexo quinzenalmente, e mensalmente janto ou almoço com alguma amiga do passado. Nos feriados, eu revezo entre encher a cara e dormir. Aí, eu cansei, precisava mudar. Contrariando tudo e todos, cortei o cabelo. E não tô usando laquê.
CIDADE DA GAROA MARAVILHOSA
Esqueçam o Corcovado e o Pão de Açúcar. O que há de melhor no Rio pra se fazer é tomar chope num "pé-limpo", beijar a boca de quem se gosta e ser feliz (com herpes ou não). Trilha sonora pra isso é o que não falta:
CAMISA LISTRADA - Carmen Miranda
Vestiu uma camisa listrada,
E saiu por aí,
Em vez de tomar chá com torrada,
Ele tomou Parati,
Levava um canivete no cinto,
E um pandeiro na mão,
E sorria quando o povo dizia:
"Sossega, Leão, sossega, Leão."
Tirou o seu anel de doutor,
Para não dar o que afalar,
E saiu, dizendo: "Eu quero mamá,
Mamãe, eu quero mamá."
Levava um canivete no cinto,
E um pandeiro na mão,
E sorria quando o povo dizia:
"Sossega, Leão, sossega, Leão."
Levou meu saco de água quente
Pra fazer chupeta
E rompeu a minha cortina de veludo
Pra fazer uma saia
Abriu meu guarda-roupa,
Arrancou a combinação
Até do cabo de vassoura
Ele fez um estandarte para o seu Cordão.
E agora que a batucada
Já vai terminando
Eu não deixo e não consinto
Meu querido debochar de mim
Porque, se ele pegar as minhas coisas,
Vai dar o que falar
Se fantasia de Antonieta
E vai dançar no Bola Preta
Até o sol raiar...
Assis Valente
SAMBA MEU - Maria Rita
O meu samba vai curar teu abandono
O meu samba vai te acordar do sono
Meu samba não quer ver você tão triste
Meu samba vai curar a dor que existe
Meu samba vai fazer ela dançar
É o samba certo pra você cantar
O meu samba é de vida e não de morte
Meu samba vem pra cá e traz a sorte
E celebra tudo o que é bonito
Meu samba não despreza o esquisito
Meu samba vai tocar no infinito
Meu samba é de bossa e não de grito
Meu samba, defendi com alegria
Deixe que a noite vadia
Vai saber lhe coroar
Deixo entregue aos bambas de verdade
Que estão nos morros da cidade
Peço a bênção pra passar
Deixo entregue aos bambas de verdade
Que estão nos morros da cidade
Peço a bênção pra passar
Rodrigo Bittencourt
ENJOY THE SILENCE - Depeche Mode
Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Enjoy the silence...
Martin L.Gore
NÃO, OBRIGADO, JÁ ESTOU SATISFEITO.
Há anos eu não chorava. Não escorrera uma gotícula sequer de água salgada dos meus olhos até então. Daí, contrariando as expectativas, em setembro último, finalmente minha irmã se casou. A cerimônia foi absurdamente linda. Meu cunhado é bombeiro, então houve toda a pompa militar a que se tem direito. Acho que nenhum dos convidados vira coisa semelhante. Tanto que eu, logo eu, que desde os doze anos mal trocava bom-dias com a noiva em questão (e, pasmem, fui chamado para ser padrinho!), não consegui me conter e, vez ou outra, limpava uma lágrima daqui, outra acolá. As danadinhas coçavam minhas conjuntivas, esfusiantes, querendo pular transbordantemente, mas como macho do par que fazia com a madrinha, obtive exemplar sucesso ao detê-las. Uma ou outra escapou, mas as estatísticas perdoam. Até o padre chorou. Até o comandante do batalhão, que berrava ordens coreográficas aos soldados, chorou. Eta casório bonito! As homenagens aos recém-cônjuges no salão de festas também não deixaram a desejar. Emocionantes que só. E lá vêm as pervertidas nos meus olhos de novo. E, mais uma vez, fui firme. Fui forte. Segurei até o último sopro de saxofone do Kenny G. E aí depois foi festa. Literalmente festa, na acepção mais festeira da palavra. Pagou-se caro, mas valeu a pena. Setembro último foi um mês conturbado, entretanto. As bodas foram um breve escape da minha rotina de então. Propositalmente me afoguei em trabalho. Primeiro, pra pagar dívidas que pareciam eternas (mas que acabaram pouco tempo depois, que alívio!). Depois, porque queria ocupar o cérebro a maior parte do tempo pra fugir da depressão, que eu nem lembrava mais onde tinha começado. Só que tudo tomou proporções gigantescas, e eu não comia, não dormia, não tinha vida social. Só trabalhava. E permanecia na busca (frustrada, óbvio) pelo príncipe encantado ao qual eu não tinha tempo pra dedicar. E assim foi, mais ou menos, até o fim do ano. E eu desejei férias. Desejei muito. E quanto mais desejava, mais lento o tempo passava. Até que chegou. E eu me vi com minha conta bancária cheia, com tempo a dar com o pau e sem saber o que fazer com ele. Eu não tinha mais amigos. Eu não sabia mais sair. E tentei retomar contato com as pessoas do passado. Obtive êxito em alguns casos. Falhei miseravelmente em outros. Mas do dia pra noite, minha vida virou do avesso e o que era um tédio só, virou a vida mais badalada do mundo. Um turbilhão de coisas aconteceu e deixou de acontecer. E cá estou eu, agora, em semi-férias. Bom, eu falei tudo isso só pra introduzir o que eu realmente queria dizer. Depois de ter freqüentado a faculdade, adquiri essa mania de dissertação. Incontrolável. Mas, enfim, o que realmente importa é que dia desses eu tava tão agitado, tinha tanta coisa pra fazer e isso me deu um puta-hiper-ultra-maxi-tédio. E eu ouvi uma música que não ouvia há um tempo. E junto ao tédio causado pela estafa, veio uma saudade do que eu nunca fui misturado com vontade do que eu já tenho. Clichê? Talvez. Só sei que desabei em prantos. Não foram as mesmas lágrimas de padrinho. Essas eu não consegui nem pensar em segurar. Não precisei. Tava sozinho. Não quis. Lavei tudo. E não foi exatamente por causa da música em si. Embora a melodia seja... digamos... forte, a letra não me toca tanto assim nem me traz recordações (Será?). Era um monte de sujeira que tava do lado de dentro e precisava vir pra fora. A música foi só a máquina de lavar. O OMO é muito mais embaixo. O que imediatamente sucedeu este episódio foi feliz demais pra ser mencionado. Quero manter a tristeza desse post, em benefício da audiência! ;)
Aqui vai a letra da música (a tradução é minha e tá sendo feita de madrugada, então perdoem eventuais catástrofes lingüísticas, é só pra vcs que não falam inglês terem idéia da essência dela) e a própria, made in Iutúbio:
NOT ABOUT LOVE
NÃO É SOBRE AMOR
The early cars
Os carros de cedo
Already are
Já estão
Drawing deep breaths past my door
Desenhando respirações profundas, ao passar pela minha porta
And last night's phrases
E as frases de ontem à noite
Sick with lack of basis
Doentias e sem fundamento
Are still writhing on my floor
Ainda estão se estribuchando no meu chão
And it doesn't seem fair
E não parece justo
That your wicked words should work
Que as suas palavras maldosas funcionem
In holding me down
Pra me colocar pra baixo
No, it doesn't seem right
Não, não parece certo
To take information
Pegar informações
Given at close range
Dadas à queima-roupa
For the gag
Para os amordaçados
And the bind
E os amarrados
And the ammunition round
E a rajada de balas
Conversation once colored by esteem
As conversas que outrora foram coloridas por carinho
Became dialogue as a diagram of a play for blood
Viraram diálogos, como um diagrama de um jeito de obter sangue
Took a vacation, my palate got clean
Tirei umas férias, o céu da minha boca ficou limpo
Now I can taste your agenda
Agora eu posso saborear sua pauta
While you're spitting your cud
Enquanto você cospe o que ruminou
And it doesn't make sense
E não faz sentido
I should fall for the kingcraft of a meritless crown
Eu deveria cair nessa de reinado com uma coroa sem mérito
No, it doesn't seem right
Não, não parece certo
To take information
Pegar informações
Given at close range
Dadas à queima-roupa
For the gag
Para os amordaçados
And the bind
E os amarrados
And the ammunition round
E a rajada de balas
This is not about love
Isso não é sobre amor
'Cause I am not in love
Porque eu não estou apaixonada
In fact I can't stop falling out
De fato eu não consigo deixar de abandonar o barco
This is not about love
Isso não é sobre amor
'Cause I am not in love
Porque eu não estou apaixonada
In fact I can't stop falling out
De fato eu não consigo deixar de abandonar o barco
I miss that stupid ache
Eu sinto falta daquela dor estúpida
"What is this posture I have to stare at?"
"Que postura é essa que eu tenho que ficar olhando?"
That's what he said when I was sittin' up straight
Foi o que ele disse quando eu me sentei ereta
Change the name of the game when he's lost it
Mudo o nome do jogo quando ele perde
He knew he was wrong but he knew it too late
Ele sabia que estava errado mas soube tarde demais
But I'm not being fair
Mas eu não estou sendo justa
'Cause I chose to listen to that filthy mouth
Porque eu escolhi escutar aquela boca imunda
But I'd like to choose right
Mas eu queria escolher certo
Take all the things that I said that he stole
Pego todas as coisas que eu disse que ele roubou
Put 'em in a sack
Coloco-as num saco
Swing 'em over my shoulder
Jogo-as por sobre meu ombro
Turn on my heels
Dou no pé
Step out of this sight
Caio fora desse lugar
Try to live in a lovelier light
Tento viver numa luz mais amável
This is not about love
Isso não é sobre amor
'Cause I am not in love
Porque eu não estou apaixonada
In fact I cant stop falling out
De fato não consigo deixar de abandonar o barco
This is not about love
Isso não é sobre amor
'Cause I am not in love
Porque eu não estou apaixonada
In fact i cant stop falling out
De fato eu não consigo deixar de abandonar o barco
I miss that stupid ache
Eu sinto falta daquela dor estúpida
Fiona Apple